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Lisboa

Mercado imobiliário global mantém-se firme apesar da crise da dívida na Europa

A JLL divulga os dados provisórios relativos aos volumes transacionados no 2º trimestre de 2015


​Apesar da crise da dívida na Grécia e da volatilidade nos mercados bolsistas na China, os dados preliminares da JLL relativos ao segundo trimestre de 2014 revelam que os volumes transacionados no segundo trimestre do ano totalizaram os 161 US$ biliões, mantendo-se inalterados face a igual período do ano passado.

Os Estados Unidos da América lideraram a atividade de investimento em imobiliário comercial no segundo trimestre de 2014 registando uma subida de 30% nos volumes transacionados, com as estimativas a apontarem para que os níveis transacionados no total do ano atinjam 750-760 biliões de dólares.

“É de prever que o recente declínio das taxas de juro a nível global vá continuar a suportar a atividade transacional no restante do ano de 2015”, diz David Green-Morgan, Director de Research para a área de Global Capital Markets da JLL. “Em resultado disso, acreditamos que os volumes globais para o total do ano possam atingir os 750-760 biliões de dólares, o que representa um crescimento de 5% face à atividade transacional em 2014”.

Na região EMEA, o volume de transações subiu 11%, calculado em Euros. A Europa do Sul registou um crescimento de 47% nos primeiros seis meses. Já o Reino Unido, a França e a Alemanha ficaram 15% acima do nível de atividade observado no mesmo período, ao passo que o investimento Nórdico foi superior em 38%. Entretanto, a Rússia evidenciou sinais de otimismo renovado, registando o nível de atividade mais forte dos últimos cinco trimestres.

Em Portugal o crescimento superou as expectativas mais optimistas. O volume de investimento em imobiliário comercial* ascendeu aos 925 milhões de euros na primeira metade de 2015, ultrapassando já o volume total investido em 2014. A atividade de investimento nos primeiros 6 meses do ano cresceu mais de 500% face ao período homólogo, uma diferença que se deve também ao facto do grande dinamismo de 2014 ter ocorrido essencialmente no último trimestre do ano. Em linha com 2014, o investimento proveniente do estrangeiro é expressivamente superior ao nacional, com os investidores internacionais a representarem cerca de 77% do volume investido em Portugal nesta primeira metade do ano.

A incerteza acerca do futuro da Grécia continua a empurrar os investidores para o imobiliário, que beneficia não só de valores de financiamento baixos como gera também bons níveis de rendimento face aos retornos gerados por ativos livres de risco, como a dívida pública.

Na Ásia Pacifico, o baixo volume de transacções registado no Japão e na Austrália – os maiores mercados da região – pressionaram o mercado no sentido descendente.

Fluxos de Capital Globais : T2 2015 Dados Preliminares


T2 2015 Volumes de transação por região


 – fim –

* Inclui imóveis de retalho, escritórios e indústria/logística
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