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Lisboa

JLL vende Palácio Belas Artes no Chiado

Imóvel será alvo de um projeto de reabilitação


​A JLL, através do seu departamento de Capital Markets, acaba de concretizar a venda do Palácio Belas Artes, no Chiado, em Lisboa. Nesta operação avaliada em 18 milhões de euros, a JLL atuou em representação da entidade vendedora, um fundo imobiliário português, tendo fechado negócio com um investidor institucional português.

Fernando Ferreira, Diretor do Departamento de Capital Markets da JLL, destaca o facto de esta ser uma “operação realizada entre investidores portugueses, o que é bastante positivo num mercado onde o investimento estrangeiro tem sido dominante. Mostra que os investidores nacionais também estão ativos e atentos a  oportunidades fora da área em que têm estado mais presentes, que é o segmento de escritórios”.

Localizado no Largo Nacional das Belas Artes, no Chiado, o Palácio Belas Artes conta com uma área de 6.000 m² e tem mais de 50 metros de fachada, incluindo ainda um segundo edifício comunicante com a rua Victor Cordon e um jardim interior privativo. O ativo entrará agora numa nova etapa da sua vida e será sujeito a uma profunda operação de reabilitação urbana que, embora mantendo o seu carácter histórico e a traça arquitetónica neoclássica, irá equipá-lo tendo em conta todos os requisitos de modernidade e conforto.

Palácio das Belas Artes

As origens deste imóvel, também conhecido por Palácio Iglésias, remontam ao século XII, quando em 1147 ali foi erguida uma igreja que viria a ficar totalmente destruída aquando do terramoto de 1755. O espaço foi depois adquirido por João Iglésias, que construiu a sua residência e cujos descentes confiaram ao arquiteto Giuseppe Cinnatti o projeto do atual palácio, em 1869. Mais de um século depois, em 1971, o edifício foi adquirido pelo Governo português, através do Ministério das Finanças, que ali se manteve por mais de três décadas e deu início a um projeto de reabilitação que trouxe à luz do dia as ruínas adjacentes ao Convento de São Francisco da Cidade. Em 2009, o Estado vendeu o edifício a um fundo imobiliário português, tendo-se contudo mantido como inquilino até ao início de 2014.