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Lisboa

Estratégia de expansão e mercado imobiliário em alta garantem melhor ano de sempre à JLL em 2015

Consultora lançou novas áreas de atividade, concretizou a aquisição de duas empresas e aumentou a equipa, registando um crescimento transversal de todas as unidades de negócio


​Num ano de consolidação dos investimentos realizados em 2014, a JLL registou em 2015 o seu melhor ano de sempre, com um crescimento de 72% face à atividade do ano anterior. Este resultado é fruto da implementação da estratégia de expansão da consultora, que em 2015 integrou a Novo Interior adquirida em Dezembro de 2014, iniciou atividade nas áreas de residencial e de hotelaria, concretizou a aquisição da Cobertura e reforçou as áreas de negócio já consolidadas. O crescimento da empresa foi acompanhado pelo reforço dos recursos humanos, aumentando em mais de 50% a equipa para os 160 colaboradores.

Os números foram hoje revelados pela JLL durante a apresentação anual de resultados, durante a qual a consultora sublinhou que este foi um ano recorde para a atividade em Portugal, com todas as áreas de negócio a revelarem crescimento.

Para Pedro Lancastre, diretor geral da JLL, “num ano em que praticamente todos os setores do mercado imobiliário registaram crescimentos assinaláveis, a JLL tem o seu melhor ano de sempre. Crescemos em todas as áreas de atividade, quer transacionais quer não transaccionais, com destaque para a área de investimento, onde estivemos envolvidos nas principais transações realizadas no mercado; e a Tétris, que atua na área de arquitetura e construção de interiores e que cresceu fortemente na carteira de projetos e faturação.”

“O crescimento da empresa beneficia obviamente da conjuntura de mercado, mas reflete também a aposta na expansão orgânica da empresa que levámos a cabo, com o lançamento de novas áreas de negócio e a aquisição de empresas em áreas estratégicas”, acrescenta ainda Pedro Lancastre.

Na área de capital markets (investimento), a JLL registou um importante crescimento no volume de negócios, estando envolvida nas principais operações de investimento concretizadas no mercado. A consultora atuou em transações no valor de €220 milhões, entre elas a venda do portefólio de retail parks detidos pela Internos Global em todo o país ou a venda do Palácio Belas Artes, no Chiado. O departamento acompanhou clientes das mais diversas origens e perfis e reforçou a sua posição de liderança no Prime CBD, com a concretização de transações de relevo nesta zona, incluindo a venda/compra de lojas de rua, edifícios de reabilitação e edifícios de escritórios.

Foi também um ano muito positivo para o departamento de escritórios, no qual a JLL atua através das áreas de agência e de corporate solutions, com um crescimento de 42% na área intervencionada face a 2014. A empresa foi responsável pela colocação de 35.665 m² de escritórios, ou seja, 31% do total absorvido no mercado de Lisboa e concluiu a renegociação de contratos de arrendamento no total de 16.540 m², o que eleva para 52.206 m² a área intervencionada ao longo de 2015. Na área de agência, a JLL colocou empresas como a Cofaco, Mapfre, Uniplaces, Allianz, Egor, Rolex e Prowinco; enquanto na área de serviços corporativos para empresas arrendou área para o BNP Paribas, Unit4, EY, Avigilon, GM, Hay Group, Whirlpool, entre outras.

No retalho, a JLL manteve uma forte atividade e trabalhou com marcas de renome nas principais localizações de comércio de rua e também nos principais projetos comerciais em funcionamento e em desenvolvimento. Ao longo do ano, concluiu 50 operações, num total de 24.000 m². Marcas como a Massimo Dutti, Pingo Doce, Mango, Worten, Zippy e Rádio Popular contam-se entre as transações realizadas nos diversos equipamentos comerciais que a JLL está a comercializar, onde se incluem o MAR Shopping e o novo projeto da IKEA Centres Portugal no Algarve. No comércio de rua, as operações envolveram insígnias como a Versace (Avenida da Liberdade), Tiger e Pull&Bear (Chiado), Burger King (Cascais), ou ainda a Geox, no Rossio. No centro de Lisboa, nomeadamente Avenida da Liberdade, Baixa, Chiado e São Paulo, a JLL tem em comercialização cerca de 10.000 m² de lojas em projetos que estão a ser reabilitados.

Na área residencial assinala-se o primeiro ano de atividade do departamento, que é ainda marcado pela opção estratégica de adquirir a Cobertura, como forma de acelerar o posicionamento da empresa enquanto líder de mercado neste segmento. Os resultados do departamento da JLL superaram todas as expetativas iniciais, quer em termos de vendas quer de faturação, e a Cobertura duplicou o seu volume de negócios face a 2014. O reconhecimento da marca JLL neste segmento de mercado, valeu à empresa a confiança de diversos promotores e clientes e o reforço da carteira em comercialização com projetos de referência como o The Lumiares, o República 37, o Rodrigo da Fonseca 49, o Rosa Araújo 55, Jardins de São Lourenço, entre outros. Entre os principais projetos da Cobertura em 2015 contam-se o Liberdade 203, Focus LX, Opera e Salitre, 100.


A Tétris, que atua na área de arquitetura e construção de interiores, foi uma das áreas de negócio com melhores resultados, crescendo 20% em faturação e alcançando este ano 140 projetos intervencionados nas áreas de retalho, serviços e escritórios. Estes resultados mostram o sucesso da integração da Nova Interior, concretizada em Dezembro do ano passado, com resultados evidentes na fidelização de clientes e conquista de novas marcas. A EY, a Unit 4 ou a Rolex, nos escritórios; e a Vodafone, Adidas, Burger King, Guess e Mango, no retalho; foram algumas obras executadas pela Tetris, que foi ainda responsável pela obra de 12 das 24 lojas abrangidas na renovação do food court do centro comercial Amoreiras.

Na gestão de imóveis, a JLL fechou o ano com uma carteira de 29 projetos geridos, um crescimento do volume de negócios em 4,1% e com cerca de 400.000 m² distribuídos entre os segmentos de retalho, escritórios e residencial. Entre os projetos conquistados em 2015 destacam-se o Portimão Retail Centre, o Heron Castilho e o 50 Office. A consultora está também a entrar na área de facilities management, onde está já a prestar serviços para a Unit 4.

Na consultoria estratégia, o negócio cresceu cerca de 25% face a 2014 com a realização de estudos para as mais diversas finalidades, entre os quais se destacam a análise de diversos projetos que estavam em stand by e a análise de oportunidades para investidores estrangeiros que procuram imobiliário português. Mais de 50% dos estudos foram realizados para estrangeiros.

Nas avaliações, a JLL avaliou imóveis que representam um valor de mercado na ordem dos 11 mil milhões de euros, um crescimento de 70% face ao valor total avaliado em 2014. Cerca de 80% deste valor diz respeito à avaliação de portefólios e à avaliação para efeitos de aquisições e financiamento. Em termos de área, a JLL avaliou em 2015 cerca de 35 milhões de m². Destaque ainda para a entrada em vigor da nova lei das avaliações, que vem estabelecer todo um novo quadro legal para as avaliações destinadas ao sistema financeiro português.

2015 marcou também o arranque em força do departamento de Development Solutions, que integra Urban Development, venda de edifícios e terrenos para promoção, e Project & Development Services, dedicado à Gestão de Projetos. Este departamento aumentou o número de instruções e projetos sobre sua alçada e também diversificou a sua carteira de clientes, sendo as áreas de reabilitação urbana e de residencial as que atualmente geram mais negócio.

O departamento de Hotels & Hospitaliy, com um foco exclusivo no segmento hoteleiro e turístico, foi lançado no último quadrimestre do ano e está ainda a lançar as suas bases, trabalhando em forte sinergia com os restantes departamentos. Disponibiliza um leque completo de serviços imobiliários para aumentar a eficiência e o valor dos imóveis do segmento hoteleiro e turístico, desde assessoria de investimento, identificação e seleção de operadores de gestão consultoria estratégica, avaliações, gestão de ativos.

Quanto ao mercado em 2015, a JLL sublinha que o ano foi dinâmico em praticamente todos os segmentos imobiliários, embora o destaque vá para o investimento e para o residencial, devido à dimensão internacional que adquiriram. No investimento, foram atingidos os 1,8 mil milhões de euros em 2015, o melhor ano de sempre em Portugal. Deste volume 84% foi estrangeiro, sendo, no global, os ativos de retalho e de escritórios os mais transacionados, com grandes operações de centros comerciais, portefólios de supermercados e de edifícios de escritórios. No mercado residencial observou-se também um crescimento significativo no volume de vendas (segundo a APEMIP o crescimento pode chegar aos 25%), com uma elevada atividade de compradores internacionais (70% no caso da JLL/Cobertura), o que é bastante influenciado pelos incentivos fiscais atribuídos ao investimento estrangeiro, mas também pelo forte crescimento do turismo em Portugal. Neste mercado também os portugueses estão a voltar a comprar, impulsionados pelo maior acesso ao crédito.

No mercado de ocupação, os escritórios também cresceram de forma sustentada, com a absorção anual a aumentar 14% para os 145.000 m² e um destaque para o aumento da tomada de área por via da expansão de empresas. No retalho, o comércio de rua continuou a florescer, com as principais zonas de Lisboa a consolidaram-se e o Porto a emergir no mapa dos retalhistas. Nota de destaque também para a comercialização ativa de dois novos centros comerciais em desenvolvimento, nomeadamente em Braga e no Algarve que serão os próximos a abrir e que têm ambos ancorada uma loja IKEA.

“Para 2016, as perspetivas para o mercado são otimistas, já que atualmente todos os indicadores apontam para que o ano seja pelo menos tão forte como 2015, com todos os setores a manterem-se dinâmicos, impulsionados sobretudo pela procura internacional. Pode ser novamente um ano histórico para o investimento, ao longo do qual esperamos que sejam finalmente transacionados alguns dos projetos emblemáticos em Lisboa, como por exemplo a Feira Popular e o Amoreiras Prime ”, refere Pedro Lancastre, acrescentando que “esses negócios, a par da reabilitação, iriam trazer um enorme sinal de confiança aos investidores, já que colocaria na cidade um volume de stock novo e moderno que contrabalança com a reabilitação”. Por outro lado “devem voltar a transacionar-se portefólios, especialmente de entidades bancárias, fundos e seguradoras. Nos mercados ocupacionais de escritórios, comércio e habitação, as perspetivas são também muito positivas”, conclui.

Quanto à empresa, o diretor geral da JLL, antecipa um ano de bons resultados, tendo em conta que “estamos a começar 2016 com um bom desempenho em todos os departamentos, com novas instruções, consultas e negócios já concretizados, o que dá por um lado uma boa visão da confiança no mercado português e por outro da vitalidade da empresa. Este será um ano de consolidação para as novas áreas de negócio lançadas em 2015, especialmente na área residencial, onde já estamos a sentir os primeiros efeitos práticos da aquisição da Cobertura. Com as novas áreas que lançámos, somos cada vez mais reconhecidos como a única consultora ‘one stop shop’ em Portugal, o que nos permite apoiar os nossos clientes nas suas mais abrangentes estratégias imobiliárias”, termina.