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Lisboa

Ocupantes corporativos e investidores acreditam que os eleitores irão evitar o Brexit, revela inquérito da JLL


​•    Resultados mostram que os investidores estão menos receosos do que os ocupantes corporativos em relação ao impacto do Brexit nas suas estratégias imobiliárias de longo prazo
•    Mercado de escritórios de Londres é visto como o segmento imobiliário que sofrerá o maior impacto em caso de saída da União Europeia

Num inquérito recente da JLL a ocupantes corporativos de primeira linha e investidores sedeados no Reino Unido sobre a sua visão de negócio face ao referendo de dia 23 de junho a propósito da permanência na União Europeia, 80% dos inquiridos acredita que os eleitores britânicos votarão contra o Brexit.

O inquérito revelou ainda as perspetivas destes dois grupos relativamente às suas decisões futuras na área imobiliária em caso de Brexit, dando conta que 60% dos investidores inquiridos acreditam não ser necessário alterar as suas estratégias imobiliárias quer a curto quer a longo prazo mesmo no cenário de saída da União Europeia. O documento mostra ainda que apenas 30% antecipa uma redução da alocação de capital neste mercado, caso o Brexit vença.

Já entre os ocupantes corporativos auscultados, quase metade afirma que terá necessidade de rever o espaço ocupado no Reino Unido quer no curto quer no longo-prazo, se o “sim” vencer. Um terço acredita que uma eventual saída irá diminuir a atividade de arrendamento de espaços no curto-prazo e conduzir a uma redução no número de colaboradores no longo-prazo. Apenas cerca de um em cinco ocupantes corporativos (i.e, cerca de 20%) pensa que a saída da União Europeia não terá impacto nas suas estratégias imobiliárias a curto-prazo, um número que cai para 13% quando a perspetiva alarga para o longo-prazo.

O mercado de escritórios de Londres é visto como o que deverá ser, de longe, o mais afetado por uma eventual saída, devido ao peso da área de serviços financeiros, a qual deverá ser mais imediatamente vulnerável ao Brexit. A questão mais óbvia é a retirada dos direitos de “passaporte”, os quais permitem a estas empresas disponibilizar serviços para a União Europeia a partir de Londres.

A JLL prevê que, em caso de Brexit, se verifique um abrandamento no investimento e na atividade de arrendamento a curto-prazo. Contudo, os principais atributos de Londres como localização de negócios – nomeadamente a sua base de talentos, língua, vantagens do fuso horário e a rede de empresas e instituições – permitirão à cidade manter-se como um íman quer para ocupantes quer para investidores.

O CEO da JLL UK, Chris Ireland, comenta: “Ainda que as implicações na economia e no mercado imobiliário a médio e longo prazo de um Brexit possam ser hiperbolizadas, não há dúvida de que enfrentaremos uma maior incerteza no mercado imobiliário, com uma redução nos volumes de investimento e arrendamento no curto-prazo. Permanecer na União Europeia será, com certeza, garantia de maior estabilidade”.

“Os investidores estão mais otimistas do que os ocupantes em relação ao futuro na eventualidade do Brexit, provavelmente porque têm consciência de mais fatores de atratividade que o mercado imobiliário do Reino Unido tem para o capital global. Dito isto, é incontornável, que haverá contudo um período de incerteza significativa”.

Em comentário à situação que se vive atualmente no Reino Unido com a realização do referendo e aos eventuais impactos do Brexit, Fernando Ferreira, diretor de Investimento da JLL Portugal, explica: “Sempre que existe um clima de incerteza na UE isso tem um impacto direto na atividade de investimento em Portugal, porque aumenta a insegurança dos investidores, que tendem a refugiar-se em mercados europeus mais core, como a França ou a Alemanha. A estabilidade é palavra-chave em qualquer estratégia de investimento e Portugal poderá vir a sofrer efeitos colaterais, já que o peso do Reino Unido em tudo o que se passa na UE é muito forte”.