Skip Ribbon Commands
Skip to main content

Notícias

Lisboa

Investimento imobiliário mais que duplicou no 2º trimestre


​JLL assessorou negócios no valor de €288 milhões, equivalente a 29% do capital investido em imobiliário comercial nos primeiros seis meses de 2017.

  • Retalho é o setor dominante, com 40% do investimento do semestre e logística aumenta o seu peso 10 vezes, crescendo para os 30%.
  • Investidores estrangeiros investiram €902 milhões em imobiliário no 1º semestre, 90% do total
  • JLL identifica pelo menos mais €1.500 milhões de negócios potenciais, considerando os mandatos que tem atribuídos para a venda de ativos.

O investimento em imobiliário comercial em Portugal disparou para os €651 milhões no 2º trimestre deste ano, mais que duplicando (+106%) os €315 milhões transacionados em igual período do ano passado e crescendo 83% face ao trimestre anterior, quando foram investidos €356 milhões. Depois de um recuo de 37,5%  na atividade durante o 1º trimestre, a performance excecional do 2º trimestre impulsionou para mais de €1.000 milhões o volume de investimento no 1º semestre do ano, apurou a JLL.

A consultora imobiliária teve um importante contributo para esta dinâmica, sendo responsável pela realização de negócios no valor de €288 milhões, ou seja, 29% do volume transacionado no semestre. Este volume quase duplica o valor dos negócios assessorados pelo Departamento de Capital Markets da consultora no total do ano 2016.

Em comentário, Pedro Lancastre, Managing Director da JLL, sublinha que “tem sido mais um grande ano para o mercado de investimento em Portugal e, da nossa parte, estamos muito orgulhosos por contribuir para esta atividade e participar nas principais operações. O mercado teve um volume de investimento recorde no primeiro semestre e, mesmo assim, tudo indica que o melhor do ano ainda está para vir”.

“Só a JLL tem em mãos mandatos para a venda de mais de €1.500 milhões de ativos imobiliários. Tendo em conta as negociações e diligências que temos em curso no âmbito destes mandatos, tudo nos leva a crer que grande parte deste volume de investimento se vá concretizar ainda no decurso do ano. Por isso, 2017 tem tudo para ser um ano histórico para o imobiliário português, superando a barreira máxima dos € 1.764 milhões atingida em 2015”, diz o Managing Director da consultora.

A JLL assessorou os mais importantes negócios concluídos no 1º semestre, incluindo a venda dos centros comerciais Forum Coimbra e Forum Viseu a um investidor sul-africano pelo valor de €220 milhões, constituindo-se como a maior transação de retalho registada este ano. No segmento de escritórios, esteve envolvida na compra do edifício Entreposto em Lisboa, transacionado por €65,5 milhões.


De acordo com o research desenvolvido pela JLL, foi precisamente o retalho o segmento mais expressivo no semestre, atraindo 40% do capital investido; mas cabe ao imobiliário industrial e de logística o papel de destaque, ao aumentar a sua quota no total investido de 3% (em 2016) para 30% nos primeiros seis meses de 2017. Este crescimento deve-se sobretudo à transação do portfólio Logicor, que envolveu um investimento de €260 milhões em ativos desta natureza sobretudo localizados na Grande Lisboa. Outros negócios realizados no 1º semestre foram, no retalho, a venda do Vila do Conde Outlet, por €130 milhões; e, nos escritórios, do edifício Guitarras, em Lisboa, por €50 milhões. Este último segmento concentrou 24% do investimento semestral.

Fernando Ferreira, Head de Capital Markets da JLL, comenta: “O retalho vai continuar a ser um dos principais alvos para o investimento, especialmente porque é um tipo de ativo que envolve um ticket médio mais elevado e adequado à dimensão de negócio pretendida pelos investidores internacionais. Por outro lado, há uma tendência generalizada na Europa de alargar a abrangência geográfica na procura deste tipo de investimento, o que poderá beneficiar mercados mais secundários e trazer ainda mais capital para Portugal nesta área e novos investidores a estrearem-se por cá”.

E acrescenta: “Em geral, o mercado está ainda mais ativo do que em 2016, com maior diversidade de players e mais liquidez disponível, o que quer dizer também que as oportunidades, principalmente as prime, vão começar a escassear e a gerar muito mais competitividade junto dos compradores. Tendo em conta os negócios em pipeline e o volume de capital estrangeiro que está a selecionar o nosso mercado, vamos ver, no 2º semestre, um maior alargamento do espectro de negócios, quer em termos de localizações quer em tipo de ativos”.

O investimento estrangeiro voltou a aumentar o seu peso no mercado, sendo responsável por 90% do volume investido no semestre (no total de €902 milhões), depois de ter encerrado 2016 com uma representatividade de 85% nos €1.254 milhões investidos nesse ano. Em termos do perfil de investidor, destacaram-se os fundos de investimento, que geraram €856 milhões (ou seja, 85% do total). Os investidores institucionais, os REIT e os familly offices (capital privado) concentram os restantes €150 milhões, com quotas de, respetivamente, 9,5%; 4% e 1,5% do total.