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Lisboa

Escritórios devem integrar mais espaços inovadores para atrair e reter colaboradores


​Para atrair e reter colaboradores, as empresas devem apostar em integrar mais espaços inovadores nos seus escritórios, conclui o estudo “Workplace Powered by Human Experience”, um research global da JLL sobre a experiência humana no local de trabalho. Este tipo de áreas são, de acordo com o estudo, cada vez mais valorizadas pelos colaboradores, que procuram atualmente ter espaços não-tradicionais para melhorarem a concentração (para 47% dos inquiridos), ou que lhes permitam recuperar energia (40%) ou movimentar-se no espaço para além do seu posto de trabalho (39%).

O estudo conclui, assim, que investir neste tipo de espaços é uma forma de capitalizar o envolvimento das pessoas e melhorar a qualidade de vida no trabalho, um fator especialmente relevante num contexto em que apenas 52% dos colaboradores diz estar completamente satisfeito com o seu atual espaço de trabalho e em que perto de 40% se mostra disponível para mudar o seu atual modelo de ocupação de um gabinete para open space ou de um posto de trabalho fixo para um não atribuído, se tal mudança permitir aceder a espaços mais inovadores.

Os espaços inovadores mais valorizados pelos colaboradores são:

  • Áreas Sociais (zonas de pausa para café, lounges terraços)
  • Espaços Colaborativos (por exemplo, espaços de coworking informais ou salas de projeto)
  • Áreas com Serviços de Apoio especializados (Concierge, TI, lavandaria)
  • Espaços Criativos (salas para brainstorming ou fab-labs para workshops práticos); 
  • Espaços de Incubação/Aceleração (ou seja, áreas que permitam aos colaboradores internos e externos desenvolver projetos pessoais, utilizando as infraestruturas e apoio da empresa).

“Em Portugal também se denota já uma crescente preocupação das empresas em integrar estes espaços, que permitem aos colaboradores ampliar o tipo de experiência no ambiente profissional. Não deixam de ser áreas de trabalho, mas facilitam a socialização, a regeneração de energia, a concentração e a mobilidade. Nas obras que executamos na área de escritórios, vemos bem esta tendência de integrar estes espaços diferenciados, com o objetivo central de motivar os colaboradores e melhorar a sua experiência”, diz João Marques, diretor geral da Tetris, a empresa da JLL para a área de arquitetura e construção de interiores. E acrescenta: “E esta experiência não se esgota na satisfação profissional. Na verdade, entra, cada vez mais, na esfera pessoal e sensorial, pois é incontornável que os locais de trabalho são os maiores consumidores do nosso tempo diário. Por isso, as empresas têm que criar espaços também a pensar no conforto emocional, nas sensações de bem-estar e felicidade pessoal”. A Tetris integra no seu portfólio diversos projetos de fitout de escritórios e respetiva execução de obra, incluindo para empresas como a Colgate, Nestlé, Natixis, Booking, SAP, Randstad, Volvo ou Mylan.

“A forma como se encara, gere e vive o espaço de trabalho tem vindo a sofrer alterações profundas nos últimos anos e é algo que influencia cada vez mais as dinâmicas da procura de escritórios” nota ainda Mariana Rosa, diretora do Departamento de Office Agency & Corporate Solutions da JLL. “A atração e captação de talento é um dos grandes desafios atualmente e, se antes a manutenção do espaço e a contenção de custos eram os principais drivers da estratégia de ocupação, hoje as empresas modernas estão cada vez mais preocupadas em promover o bem-estar dos seus colaboradores no local de trabalho. E, como tal, esta é uma preocupação cada vez mais presente nos requisitos da procura de escritórios”, conclui.

Mais de 7.300 colaboradores de 40 empresas em 12 países participaram neste estudo, que, entre diversas conclusões de relevo sobre o impacto da experiência humana no espaço de trabalho, permitiu traçar um retrato da forma como as pessoas trabalham atualmente em todo o mundo:

  • 92% trabalha em empregos full time
  • 55% das pessoas ocupa uma secretária num gabinete (individual ou partilhado com até 6 pessoas) e 40% tem um posto de trabalho fixo em open-space, enquanto apenas 5% tem uma secretária não atribuída (hot desking).
  • 71% dos colaboradores que ocupam um posto de trabalho em open-space partilham o espaço com pelo menos 10 pessoas
  • 66% do tempo gasto na empresa é passado à secretária
  • 63% diz nunca trabalhar nos transportes públicos ou em hotéis
  • 54% trabalha em casa pelo menos uma vez por mês
  • 45% das pessoas trabalham pelo menos uma vez por mês a partir do escritório de um cliente ou de um parceiro.
  • 34% das pessoas trabalham pelo menos uma vez por mês em espaços fora da empresa como cafés, bibliotecas públicas ou áreas de coworking

Para mais informação acerca da experiência no local de trabalho e o sobre o seu impacto no desempenho das empresas, visite-nos aqui.