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Lisboa - Londres

Jones Lang LaSalle divulga European Office Clock do 3º trimestre

Níveis de rendas prime estabilizam nos mercados de escritórios europeus


Lisboa, 18 Novembro 2009 — De acordo com o Q3 European Office Clock da Jones Lang LaSalle, os níveis de rendas prime de escritórios estabilizaram na maioria dos mercados europeus no 3º trimestre de 2009. O Índice Europeu de Rendas Prime de Escritórios, que se baseia na performance ponderada de 24 mercados, decresceu apenas 0,8% em termos trimestrais. Ainda assim, as rendas prime na Europa situam-se, agora, em média, 16% abaixo dos níveis observados há um ano, apresentando um declínio nunca antes visto.

As rendas prime continuaram a decrescer em Dublin (-11,1%), Madrid (-6,3%), Praga (-4,5%) e Barcelona (-4,4%). Também Lisboa permaneceu na fase do ciclo de queda das rendas, com decréscimos trimestrais de 4,9%, situando-se a renda prime em 234€/m²/ano no final do 3º trimestre. Contudo, em 16 mercados, as rendas de referência mantiveram-se estáveis face ao trimestre anterior, incluindo nos mercados de Londres e Paris.
 
Em comentário ao relatório, Chris Staveley, Head da equipa de Cross Boarder da Jones Lang LaSalle, afirma: “Em cidades com níveis de renda em estabilização, os proprietários estão a oferecer incentivos para atrair inquilinos. Muitos mercados estão agora a aproximar-se dos declínios de rendas mais acentuados do seu ciclo, caminhando para uma estabilização dos valores, embora se esperem novos, ainda que limitados, decréscimos”.

No mercado de escritórios de Lisboa, a renda prime sofreu um queda de 4,9% face ao 2º trimestre deste ano, mas a tendência futura será para a estabilização ou para ligeiros decréscimo. Mariana Seabra, directora de Office Agency da Jones Lang LaSalle Portugal refere: “a estabilização da renda prime deve-se sobretudo ao facto dos proprietários estarem a conceder incentivos para atrair novos inquilinos e fechar os contratos no menor prazo possível, como seja rendas progressivas, maiores períodos de carências ou comparticipação nas obras”. 

Apesar das melhorias nas perspectivas económicas na maioria dos países europeus, tendo em conta os pacotes de estímulo e a intervenção estatal, o sentimento do mercado está apenas a registar melhorias pautadas pela cautela. As empresas continuam a cumprir processos rigorosos de reestruturação e a sua preocupação, no último trimestre, tem sido a renovação dos contratos de arrendamento.
 
Depois de uma recuperação breve no 2º trimestre, quando a absorção europeia de escritórios melhorou 19% na sequência de um trimestre extremamente fraco, a tomada bruta de espaços não prosseguiu essa tendência de crescimento e permaneceu estável entre Julho e Setembro, ligeiramente abaixo dos 2,2 milhões de m². Contudo, face aos primeiros nove meses de 2008, a procura de escritórios na Europa no acumulado de 2009 continua 34% abaixo, enquanto que face à média dos últimos 5 anos, essa percentagem se situa em -30%.
 
A estabilização generalizada na procura de escritórios na Europa tem sido sustentada por alguns mercados que observaram subidas na absorção durante o trimestre, incluindo mercados de grande dimensão como Milão (+75%), Londres (+64%) e Moscovo (+17%). Contudo, alguns dos principais mercados, como Paris e Estocolmo, continuaram a registar descidas neste indicador.

A actividade de promoção está também em declínio e os volumes de oferta concluída deverão baixar nos próximos anos. Contudo, os projectos iniciados antes da recessão continuam a ser colocados no mercado e cerca de 5,6 milhões de m² foram concluídos nos primeiros três trimestres de 2009.

A conclusão de nova oferta conjugada com o declínio na procura de espaços, continuaram a impulsionar a taxa de disponibilidade, que cresceu no trimestre para os 9,7%, um acréscimo de 50 pontos base face ao trimestre anterior. A disponibilidade é uma questão de relevo em especial nos mercados da Europa Central e de Leste, onde a taxa de disponibilidade média cresceu cerca de 1.000 pontos base nos últimos 12 meses, para os 15,6%, o maior registo de sempre. Este excesso de oferta é causado, em parte, pelo abrandamento do mercado moscovita, mas Budapeste, Praga e Varsóvia registaram igualmente subidas nos espaços disponíveis.

Com um crescimento de 200 pontos base para os 9,2% face ao ano anterior, a Europa Ocidental também enfrenta um desequilíbrio entre a procura e a oferta. Um volume significativo de oferta concluída e uma fraca procura levaram a uma absorção líquida negativa de mais de meio milhão de m², pela primeira vez desde 2003. Os crescimentos mais significativos nas taxas de disponibilidade no trimestre foram observados em Amesterdão (+170 pontos base para 14,6%), Varsóvia (+140 pontos base para 7,1%) e Barcelona, Haia, Moscovo e Budapeste (com subidas de 110 pontos base). As taxas de disponibilidade na Europa variam, agora, entre 21,8% em Dublin e 4,1% no Luxemburgo.

Chris Stavely concluiu: “Apesar do declínio, a Europa, de forma geral, permanece com um elevado nível de oferta, com 2,5 milhões de m² em conclusão até final do ano, estando um terço deste volume localizado na Europa Central e de Leste, particularmente em Moscovo. Dadas as fracas perspectivas do lado da procura, os níveis de disponibilidade deverão aumentar mais e uma fatia importante de espaço sub-arrendado deverá colocar as rendas sob pressão”.