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Notícias

Lisboa

Mercados de Retalho da Europa Central e de Leste rumo à reestruturação e à recuperação

Jones Lang LaSalle divulga relatório «CEE Retail in 3D»


A Jones Lang LaSalle divulgou, durante o MAPIC, o relatório «CEE Retail in 3D», um documento que analisa os efeitos da crise económica e a forma como os investidores, promotores e retalhistas estão a planear as suas actividades, actuais e futuras, na Polónia, República Checa, Eslováquia, Hungria e Roménia ( «CEE5» - identificados como os cinco principais países da Europa Central e de Leste).

De acordo com a publicação, ainda que não tenham ficado imunes aos efeitos da crise económica, as economias destes 5 países deverão crescer e aumentar o seu ritmo a partir de 2010. As previsões económicas de médio-prazo sugerem que as taxas de crescimento dos referidos países serão mais elevadas do que as registadas na Europa Ocidental. Apesar de, em média, as vendas de retalho na CEE5 poderem estar em queda, em alguns mercados (incluindo a Polónia e a Roménia) a situação permanece ainda relativamente saudável. A estabilidade das divisas locais face ao Euro (à excepção da Eslováquia, que adoptou a moeda comum a 1 de Janeiro de 2009) continuará a desempenhar um papel de relevo na operação das redes de retalho.

Alguns retalhistas enfrentam decisões difíceis e tomam medidas para sobreviver, à medida que a crise afecta a totalidade das suas redes na Europa. Em alguns casos, isso implicou o encerramento de lojas e, de forma mais extrema, a falência. Por outro lado, acabou também por gerar oportunidades inesperadas para os retalhistas que estão activos em termos de expansão e que estão em condições de tomar unidades disponíveis em centros comerciais de outra forma praticamente indisponíveis.

Beatrice Mouton, Directora de Retail Leasing and Consulting da Jones Lang LaSalle na Europa Central e de Leste, comenta: “É, sem dúvida, um período complicado para muitos players de retalho, contudo, os mercados da CEE5 fizeram já um longo percurso e acreditamos que terão igualmente um futuro promissor. O cliente padrão na CEE5 está cada vez mais sofisticado e pretende ter acesso a marcas e produtos que os consumidores da Europa Ocidental estão já a usufruir nos seus respectivos mercados. Desta forma, os mercados CEE5 deverão crescer no médio e longo prazo e permanecerão atractivos quer para insígnias nacionais, quer internacionais”.

Os promotores e os proprietários estão igualmente a enfrentar pressões crescentes, à medida que os retalhistas procuram reduzir custos e/ou encerrar as suas lojas com pior performance. Esta situação conduziu a uma série de renegociações, nas quais, em muitos casos, a posição mais forte é assumida pelo inquilino.

Kevin Turpin, Head de Research da Jones Lang LaSalle na Europa Central e de Leste (ECL), comenta: “No que respeita à promoção de novos projectos e á expansão de projectos existentes, estimamos que se tenha verificado uma redução de cerca de 30% (equivalente a aproximadamente 2 milhões de m²) no pipeline de centros comerciais, face a igual período do ano passado em toda a CEE5. Esta situação deve-se, em parte, à falta de financiamento disponível e às dificuldades em assegurar o número suficiente de inquilinos em contratos de pré-arrendamento, de forma a satisfazer requisitos bancários mais rígidos, antes ainda do financiamento à promoção estar garantido. A crise tem, contudo, atrasado ou evitado uma situação de potencial excesso de oferta, particularmente em algumas cidades onde a oferta é já bastante elevada”.

O investimento nos mercados de retalho observou também um dos mais baixos níveis de actividade dos últimos anos, em resultado da crise e principalmente devido à falta de liquidez e não tanto por falta de interesse dos investidores.
Agata Sekula, Directora de Retail Capital Markets da Jones Lang LaSalle na ECL, afirma: “Acreditamos que o interesse dos investidores está a aumentar e a tornar-se mais activo no que respeita à procura de oportunidades de retalho na região, mas com um claro enfoque nas características dos activos de retalho. Uma análise completa da localização, área de influência, tenant mix, concorrência, histórico de performance, rendas e sustentabilidade dos inquilinos é realizada ainda antes de ser oficialmente anunciado o interesse no activo. Com uma maior liquidez a emergir lentamente de uma série de bancos, acreditamos que o investimento em imobiliário de retalho na ECL está bem posicionado para reanimar nos próximos 12 meses”.