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Notícias

Lisboa

Gestão Imobiliária profissional e pró-activa determinante para valorização dos activos

Conferência «Minimizar Riscos e Maximizar Valor no Mercado Imobiliário»


Uma gestão imobiliária pró-activa e profissional é determinante para a valorização dos activos, concluíram os especialistas presentes na Conferência «Minimizar Riscos e Maximizar Valor no Mercado Imobiliário», organizada pela Vida Imobiliária e pela Jones Lang LaSalle.
 
O evento teve lugar no dia 27 de Novembro, no Hotel Tiara Park Atlantic, em Lisboa, e contou com um elenco de intervenções dos mais diversos sectores da indústria imobiliária e de representantes de ocupantes corporativos, que, reunidos, debateram os principais caminhos para os desafios que se colocam actualmente a quem gere, detém, ocupa, promove e investe em imóveis, face a um contexto em permanente mutação.
 
José Falcão Mena, Administrador Delegado da Sierra Developments Ibéria, Artur Soutinho, Administrador Executivo da Chamartín Imobiliária, Sebastían Huergo, Director Europeu da Rockspring, Ann Charnock, Directora de Corporate Solutions da Jones Lang LaSalle Portugal, António Santos, do Banco BIG e Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle Portugal foram os oradores. A Reynaers, Schmitt+Sohn e a Famo foram os patrocinadores.
 
José Falcão Mena sublinhou que “o mercado imobiliário é altamente permeável às influências externas”, pelo que, para serem bem sucedidos, os projectos “têm de conseguir incorporar e transmitir os conceitos da sociedade nos quais se inserem. Se não forem sendo feitas intervenções de modernização e reajustamento da oferta, um complexo que inicialmente era inovador pode tornar-se, em poucos anos, obsoleto e, consequentemente, não irá valorizar como seria expectável”.
 
Artur Soutinho, por seu turno, referiu que “para responder à crise e recuperar o valor dos activos, temos de nos virar para dentro, isto é, para a gestão, pois é através desse know-how que vamos diferenciar os nossos activos, adicionando-lhes valor”. Na sua opinião, «chegámos a um ponto em que Portugal tem uma oferta de retalho ao nível do melhor que existe na Europa. E tal só é possível porque temos uma gestão de topo, inovadora e profissional, com um track record de mais de 20 anos”.
 
Sebastian Huergo alertou para a necessidade dos investidores “adaptarem a sua carteira de activos às condições do mercado”, o que implicará “uma dose reforçada de realismo face às alterações que têm vindo a acontecer no mercado”. Por isso, “os inquilinos ganham um poder adicional de negociação», pelo que é muito importante que o proprietário e o gestor «tenham a abertura necessária para renegociar”.
 
Para Ann Charnock, “num momento cíclico de descida de rendas, apresenta-se uma excelente oportunidade para reanalisar a funcionalidade económica do espaço, e ajustar as instalações, a sua localização, dimensão e organização para obter uma maior operacionalidade e aumento de margem, com o apoio de redução de custos de ocupação”.
 
António Santos apresentou o case-study da nova sede do Banco BiG, na avenida 24 de Julho, em Lisboa. Na sua perspectiva, no processo de escolha de novas instalações é fundamental “perceber qual o espaço social que queremos para a nossa empresa”. E, por isso mesmo, “não existe uma solução única que seja a mais adequada para todas as empresas. O que é importante é que cada empresa seja capaz de encontrar a solução que melhor se adequa às suas necessidades e à sua visão de negócio”.
 
Manuel Puig concluiu: "Esta crise económica que afectou o imobiliário, não deve ser vista como um factor negativo na sua totalidade. Quem não tenha conseguido antecipar-se deverá reagir e a reacção pode trazer novas oportunidades com a implementação de novas formas de actuação, sejam elas de reorganização, renovação, valorização, reposicionamento ou contenção de custos. É necessário aplicar estratégias para aumentar o valor que os imóveis perderam nas actuais circunstâncias do mercado e rentabilizar os investimentos efectuados. Para atingir essa meta é muito importante que a Consultoria, as Avaliações, a Gestão e a Comercialização dos imóveis seja feita por empresas com credibilidade, capacidade e know how internacional, que conseguem implementar soluções encontradas em outros mercados."