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Lisboa

Investimento em imobiliário de retalho cresce cerca de 60% na Europa no 4º trimestre de 2009

Revela estudo da Jones Lang LaSalle


Os volumes de investimento em imobiliário de retalho na Europa durante o 4º trimestre de 2009 ascenderam a €4,5 biliões no total de 100 operações, o que representa um crescimento de 60% face aos €2,9 biliões relativos a 66 negócios que tiveram lugar no trimestre precedente, revela a Jones Lang LaSalle. Contudo, os volumes anuais em 2009 totalizaram €12,3 biliões, um decréscimo de 32% comparativamente aos €18,2 biliões registados em 2008.

Uma vez que os elevados custos e a falta de acesso ao financiamento continuaram a limitar o mercado, os volumes na Europa Continental alcançaram os €7,3 biliões, num declínio anual de cerca de 40%. Contudo, no último trimestre do ano, a actividade havia recuperado de forma importante, crescendo 40% face ao trimestre anterior, com volumes de €2,5 biliões e 65 operações.

Tal como previsto pela Jones Lang LaSalle em 2008, o Reino Unido, a Alemanha, a Itália e a França continuaram a dominar o mercado de investimento em imobiliário de retalho na Europa, observando, cada um, mais de €1 bilião transaccionado. O Reino Unido registou a maior dinâmica no 4º trimestre, com mais de 40 operações num total de €2 biliões, quase o dobro do observado no trimestre anterior.
 
Duas das principais operações incluíram a venda de um portfólio de supermercados da Tesco plc a um fundo de pensões britânico por €427 milhões, e a venda do centro comercial Silverburn em Glasgow por €328 milhões.

Com quatro negócios acima dos €100 milhões em 2009, a Alemanha foi o mercado mais activo na Europa Continental, concentrando 21% dos volumes transaccionados neste mercado. Negócios como a venda de uma participação no centro comercial Thier-Gelände em Dortmund por €225 milhões e o centro comercial Mercado em Hamburgo por €164 milhões evidenciam a robustez do mercado doméstico neste país. A França e a Itália registaram volumes de aproximadamente €1,2 biliões em 2009, com o primeiro país a observar transacções de cerca de €500 milhões no 4º trimestre (incluindo o portfolio de lojas Decathlon por €115 milhões).

Contabilizando cerca de 56% de todas as transacções de retalho na Europa, os centros comerciais continuaram a ser o principal alvo dos investidores em 2009, com um enfoque no produto prime dos mercados Ocidentais core. A Europa Continental contabilizou cerca de 66% dos volumes transaccionados com €4,8 biliões, comparativamente aos 55% (equivalentes a €6,8 biliões) registados em 2008. Pelo contrário, o investimento em retail parks caiu consideravelmente dos €2,5 biliões em 2008 para os €526 milhões em 2009, reflectindo a falta de stock de qualidade e o maior custo de financiamento.
 
Os investidores institucionais foram o grupo mais activo na Europa em 2009, gerando cerca de um quarto dos volumes transaccionados. Na Europa Continental, os fundos continuaram a liderar o mercado, com €1,8 biliões transaccionados, dos quais aproximadamente €0,5 biliões de origem alemã, enquanto que o investidor de maior dimensão foi a Union Investment. O principal grupo vendedor na Europa em 2009 foram as empresas imobiliárias e os promotores não cotados, que procuram recapitalizar os seus balanços e que foram responsáveis por vendas de cerca de €2,9 biliões, um quarto do volume total de 2008.

Uma tendência que continuou a verificar-se em 2009 foi o declínio na actividade do investimento estrangeiro, à medida que os investidores continuaram a preferir os seus mercados locais. Na Europa Continental, 40% do total dos volumes de investimento envolveu pelo menos uma das partes de origem estrangeira, abaixo dos 67% alcançados em 2008 e dos 76% em 2007. Esta tendência deverá inverter-se ao longo de 2010.
 
As operações que dizem respeito a portfólios representaram 22% dos volumes transaccionados na Europa e cresceram para cerca de um terço à medida que o ano se aproximou do final, incluindo 5 negócios de mais de €100 milhões, dos quais 3 foram de sale & leaseback.

Jeremy Eddy, Head do European Retail Capital Markets, disse: “Esperamos um forte arranque no primeiro semestre deste ano em toda a Europa, com a crescente tendência de associar capital e know-how em joint-ventures ou parcerias imobiliárias. Este cenário permitirá aos players capitalizados aceder aos mercados e às oportunidades, permitindo também aos REIT’s e às empresas imobiliárias contornar os seus constrangimentos de liquidez, alargar a sua presença na Europa e obter maiores proveitos de comissões. Muito deste capital permanecerá focado nos activos prime do mercado e prevemos que continuem a verificar-se preços baixos para activos secundários, já que os preços deverão ainda decrescer de forma a tornarem-se atractivos para os compradores oportunísticos, um grupo de relevo neste sector do mercado”.

Pedro Lancastre, Director de Capital Markets em Portugal, comenta: “Apesar de terem estado no mercado Português alguns produtos de retalho de grande dimensão em 2009, o ano terminou sem que nenhuma dessas operações fosse concluída. Por essa razão, o volume de investimento em Portugal neste segmento bateu o recorde pela negativa, tendo-se transaccionado apenas cerca de €32 milhões, correspondentes a 9% do total transaccionado no mercado”.
 
Pedro Lancastre acrescenta que “a Jones Lang LaSalle contribuiu com mais de 70% desse volume, tendo participado na compra e venda de 5 activos de retalho (3 supermercados Pingo Doce, um stand alone Media Markt e uma loja em galeria comercial) num volume global de €23 milhões e uma área de 14.000 m². Isto permite-nos constatar que o mercado em 2009 esteve muito vocacionado para as transacções de pequena dimensão. Para 2010, tal como no resto da Europa, esperamos um forte arranque no primeiro semestre, estando prevista a concretização de algumas transacções de largo volume que poderão representar um volume de investimento de cerca de €600 milhões”.
 
- Ends –

Nota aos Editores:

Este documento considera todas as vendas de investimento de centros comerciais, retail parks e factory outlets na Europa. Exclui o Comércio de Rua e qualquer operação com valores inferiores a €5 milhões. A análise da Europa Continental exclui os mercados do Reino Unido e da Irlanda.