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Lisboa

Jones Lang LaSalle prevê recuperação desequilibrada para os mercados de investimento imobiliário na região EMEA em 2010

Novo European Capital Markets Bulletin divulgado no MIPIM


A Jones Lang LaSalle confirmou as suas estimativas para o mercado de investimento directo em imobiliário terciário na Europa em 2010, revelando que os volumes deverão crescer entre 20 a 30% face aos níveis de 2009, que se ficaram pelos €69,2 biliões. De acordo com o mais recente European Capital Markets Bulletin, divulgado hoje, cerca de €24,6 biliões de imobiliário terciário foram transaccionados no 4º trimestre de 2009 na região EMEA, mais do dobro dos €11,6 biliões do 1º trimestre de 2009 e 50% mais do que em período homólogo. Um último trimestre forte não é, contudo, raro, já que os investidores tentam alocar o capital antes do final do ano, apesar desta não ter sido uma realidade nos dois últimos anos, em que os volumes caíram ao longo de sete trimestres consecutivos entre o 2º trimestre de 2007 e o 1º de 2009.

Chris Staveley, Director EMEA Capital Markets da Jones Lang LaSalle disse: “O crescimento previsto para este ano será impulsionado pela melhoria na disponibilidade de financiamento, pelo reconhecimento de que os preços provavelmente atingiram ou até superaram o nível mais baixo, por uma maior apetência pelo risco e pelo surgimento de mais activos no mercado”.E acrescenta: “Se em 2010 o mercado alcançar esses níveis, continuará, contudo, a ser um valor baixo em termos históricos – próximo dos níveis de 2002. A razão para que os volumes traduzam uma recuperação gradual e não abrupta será, pensamos, o foco contínuo dos investidores num conjunto limitado de activos core e geradores de retorno.
 
As fracas perspectivas económicas estarão na génese da fraco desempenho previsto para os mercados de ocupação um pouco por todo o mundo e, apesar de alguns mercados assistirem a alguma recuperação nas rendas prime, a cautela e a aversão ao risco irão dominar o mercado em 2010 para investidores e ocupantes”.

A compressão das yields em alguns mercados, aliada ao facto de as rendas estarem a aproximar-se do final do ciclo de queda noutros mercados, originaram movimentos ascendentes nos Índices Capital Value da Jones Lang LaSalle em todos os sectores no último trimestre de 2009. O Índice de Escritórios Europeu cresceu cerca de 1,1% no trimestre, o de comércio de rua 4,8% e o de industrial e logística 1,0%. A nossa expectativa é para que as rendas prime permaneçam sob pressão em 2010 (apesar de alguns mercados irem contra a corrente), mas uma compressão de yields mais alargada implica que os valores dos imóveis registem um crescimento pequeno mas positivo.

Esperamos uma melhoria contínua na realização de negócios e na disponibilidade de financiamento que se traduzirão em negócios de maior dimensão em 2010. Negócios superiores a €50 milhões cresceram de forma sustentada desde o primeiro trimestre de 2009, impulsionados no 3º trimestre devido a dois negócios que superaram o valor de €1 bilião.
 
Dos mais de 100 negócios com valores superiores a €100 milhões concluídos em 2009, cerca de 75 foram fechados na segunda metade do ano e 40 no último trimestre. O segundo semestre do ano assistiu ainda ao retorno dos negócios superiores a €1 bilião com duas transacções de impacto: a operação de sale & leaseback de uma rede de agências bancárias em Espanha e a venda de uma participação de 50% na Broadgate Estate no Reino Unido.

O investimento estrangeiro totaliza agora menos de 50% do total da actividade de investimento, abaixo do máximo de 63% observado em 2007. O declínio do investimento estrangeiro oculta uma concentração de capital internacional num reduzido número de mercados. O Reino Unido, que atraiu mais de 50% dos fluxos de investimento estrangeiro, viu compradores de mais de 50 nacionalidades assumirem 54% de toda a actividade compradora; os fluxos de investimento estrangeiro em França recuperaram rapidamente perto do final do ano, atraídos por Paris, com os volumes a crescerem cerca de 100% face ao 3º trimestre e 350% face ao 1º trimestre – apesar de comparar com volumes baixos; um pequeno número de negócios oportunísticos de grande dimensão fez com que Espanha se mantivesse como um destino de investimento estrangeiro; e os mercados da Europa Central e de Leste  continuaram a atrair uma parte significativa de investidores estrangeiros e no total atraíram a quarta maior quota de capital estrangeiro.
 
Nigel Roberts, Chairman de EMEA Research da Jones Lang LaSalle, disse: “O foco do capital internacional deverá continuar a alargar-se em 2010, com os investidores estrangeiros mais activos e em maior número de mercados do que em 2009, impulsionados pela crescente confiança e pelo movimento nos preços, assumindo que o ritmo da recuperação económica e a estabilidade financeira se mantêm”.

Artur de Haast, Head  do International Capital Group da Jones Lang LaSalle, disse: “O crescimento na actividade de investimento na região EMEA em 2010 terá reflexos na Ásia-Pacifico e no Continente Americano. Esperamos que os investidores estrangeiros de carácter global continuem a desempenhar um papel importante na disponibilização de liquidez em negócios de grande dimensão em mercados de investimento core na EMEA”.

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