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Lisboa

Investimento Europeu em imobiliário de logística cifrou-se nos 6,2 biliões em 2009, menos 29% face a 2008

A procura de novos espaços deverá continuar limitada ao longo deste ano, prevê a Jones Lang LaSalle


O investimento directo nos mercados de imobiliário industrial na Europa cifrou-se nos 6,2 mil milhões de euros em 2009, reflectindo um declínio anual de 26%, ainda assim abaixo da queda de 38% verificada no conjunto de todas as classes de activos.
 
Comparativamente à primeira metade do ano, no segundo semestre de 2009 os volumes de investimento cresceram 60%, ficando apenas 5% abaixo dos níveis registados em igual período de 2008, segundo o relatório European Industrial Market Spring 2010, divulgado pela Jones Lang LaSalle.
 
Em resultado de níveis de yields mais atractivos e das taxas de câmbio mais favoráveis, o Reino Unido manteve-se como o mercado de investimento mais forte, totalizando 2,6 mil milhões de euros, o que equivale a mais de 40% do volume total de investimento em imobiliário industrial na Europa em 2009, e a uma subida de 7,5% face ao registado no ano anterior. Os Países Baixos foram o segundo mercado mais forte, totalizando 755 milhões de euros, num declínio anual de 10%. Em França observou-se o maior crescimento na actividade dos investidores em 2009 (595 milhões de euros) –  uma subida anual de 40%.
 
Cris Staveley, Director EMEA de Capital Markets da Jones Lang LaSalle, disse: «As Yields estabilizaram por toda a Europa e, na segunda metade do ano, começaram a evidenciar um movimento de compressão nos principais mercados prime europeus, com o Reino Unido, em particular, a registar uma compressão significativa das yields ao longo dos últimos meses do ano. Actualmente, o mercado de investimento imobiliário industrial parece ter ultrapassado o seu ciclo de baixa».
 
Os investidores continuarão a focar-se principalmente em activos prime e com bons arrendamentos, localizados sobretudo nos mercados mais consolidados da Europa Ocidental – Reino Unido, França, Alemanha e Países Baixos. A compressão das yields, a curto prazo, ainda que com níveis limitados, deverá continuar em 2010.
 
«A procura de produtos industriais prime por parte dos investidores, continuará forte em 2010 em todos os principais mercados da Europa. No entanto, a forte compressão das yields registada recentemente, aliada a uma vontade de diversificação, poderão vir a encorajar alguns investidores a direccionar parte do seu capital para fora do Reino Unido em direcção a outros mercados da Europa Central e Ocidental» acrescentou Chris Staveley.
 
A absorção total nos principais mercados industriais europeus  atingiu os 10,1 milhões de m² em 2009, reflectindo um declínio anual de 27%. Face ao primeiro semestre, o movimento de procura por parte dos ocupantes começou a melhorar na segunda metade do ano, apesar dos volumes de absorção terem permanecido significativamente abaixo dos níveis médios dos últimos três anos. Espanha, Bélgica e Reino Unido registaram os níveis de absorção mais baixos em 2009, ao passo que a Hungria (-4%), Itália (-5%) e a Alemanha (-8%) foram menos afectados. O único mercado a registar uma subida na absorção em 2009 foi a Rússia, motivada pela evolução do processo de amadurecimento do seu sector da distribuição.
 
Por toda a Europa, o volume de novos imóveis concluídos continuou em declínio ao longo do segundo semestre de 2009, tendo descido 19% face aos primeiros seis meses do ano. A nova oferta atingiu os 6,4 milhões de metros quadrados em 2009, reflectindo uma descida anual de 40%.A oferta futura em pipeline continuará também a contrair-se, com aproximadamente 2,2 milhões de m² em construção no início de 2010, ou seja, menos 50% do que há 12 meses.

Apesar da quebra na actividade de promoção, a taxa de desocupação cresceu em quase todos os mercados no ano passado, devido sobretudo ao facto de os ocupantes procurarem um stock moderno, ao passo que a maioria dos espaços desocupados estão localizados em imóveis usados. Como tal, a Jones Lang LaSalle prevê que os ocupantes, sobretudo nos principais mercados logísticos da Europa Ocidental, passarão a contar com um leque de escolha reduzido em termos de oferta moderna a partir de meados de 2010, com a promoção especulativa a rarear e muitos dos promotores a procurarem assegurar o financiamento através do pré-arrendamento, e alguns ocupantes a serem forçados a optar pelo formato proprietário-ocupante, uma tendência que começou tomar forma no ano passado.

Alexandra Tornow, head de Resarch Industrial Europeu na Jones Lang LaSalle, acrescenta: «Olhando para o futuro, a procura por parte dos ocupantes, irá tentar expandir-se em 2010, mas prevemos que a redução da oferta conduza a uma descida das taxas de disponibilidade nas grandes unidades modernas da Europa. Ainda assim, as rendas continuarão sob uma pressão de descida generalizada e os níveis de incentivos irão demorar algum tempo a reduzir, uma vez que as decisões dos ocupantes continuarão a ser motivadas principalmente pelos custos.

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