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Arrendamento de escritórios continua ativo

Nos primeiros três meses do ano, as empresas arrendaram um total de 17.258 m² de espaços de escritórios em Lisboa, mais 42% do que a área ocupada em igual período do ano passado, quando foram arrendados 12.128 m².

Junho 02, 2014
Arrendamento de escritórios continua ativo

Nos primeiros três meses do ano, as empresas arrendaram um total de 17.258 m² de espaços de escritórios em Lisboa, mais 42% do que a área ocupada em igual período do ano passado, quando foram arrendados 12.128 m². No período em análise, foram concluídas 63 operações de arrendamento, com uma área média de 274 m², comparando com as 42 operações registadas no 1º trimestre de 2013, as quais traduziram uma área média transaccionada na ordem dos 289 m².

Apesar da evolução positiva, esta performance ficou aquém da registada nos últimos 3 meses de 2013, quando foram arrendados 33.278 m² num total de 54 operações com uma área média de 616 m². Ou seja, mais 48% que no 1º trimestre de 2014. Estes indicadores não deverão surpreender, uma vez que o último trimestre do ano é geralmente o período mais dinâmico em termos de absorção anual de escritórios.

Em termos de procura, a zona do Parque das Nações foi a que registou maior volume de arrendamentos no trimestre, concentrando 37,8% (6.525 m²) do total da actividade do mercado. O Corredor Oeste, com 25,6% da absorção trimestral (4.416 m²), foi a segunda zona mais dinâmica. Aliás, estas duas zonas mantêm-se no topo da procura desde há vários meses e foram, ao longo de 2013, as que concentraram os mais elevados níveis de actividade. A estratégia de redução de rendas, aliada à boa rede de transportes públicos, qualidade urbana e dos edifícios de escritórios, explicam o dinamismo do Parque das Nações. No Corredor Oeste, os preços competitivos, mas também a qualidade da maioria dos parques de escritórios, estão na base da boa performance desta zona ao longo dos anos.

Um dos indicadores mais positivos do primeiro trimestre do ano são os factores que têm motivado o arrendamento de escritórios. Isto porque, do total da área ocupada neste período, 55% diz respeito à entrada de novas empresas no mercado ou à expansão de área, bastante acima dos 38% registados ao longo de 2013.

Este é, de facto, um sinal de que estamos já no caminho da recuperação e queremos acreditar que o crescimento económico anunciado para o período 2014-2015 seja uma realidade e continue a influenciar positivamente a procura de escritórios, que tem estado bastante activa desde há seis meses.