Artigo

Activos de desenvolvimento como parte da solução

Artigo de Opinião por Karina Simões, Head of Hotel Advisory, JLL Portugal

Abril 14, 2022

O facto de os investidores acreditarem numa rápida recuperação dos números pré-pandemia na área do turismo, tem feito com que este se venha posicionando como um dos mais resilientes neste contexto pandémico. Ainda que tendo atingido um volume de investimento baixo quando comparado com os dois últimos anos -296 milhões de euros traduzindo-se em 15% do volume total de investimento em 2021 em Portugal - a verdade é que este volume está intimamente relacionado com a escassez de produto, e não com a falta de interesse por parte dos investidores; na realidade, o que temos verificado é um apetite crescente por parte de investidores institucionais, nacionais e internacionais.

Dado o esmorecimento das expectativas do surgimento de oportunidades distressed no mercado, bem como falta de activos em funcionamento para venda (em boas localizações e com dimensão tradicionalmente acima dos 80-100 quartos), os investidores e as marcas hoteleiras, dada a sua considerável vontade em estar presente no nosso mercado, começam a olhar para projectos de desenvolvimento.

Karina Simões, Head of Hotel Advisory JLL Portugal
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São activos cuja entrada no mercado é mais demorada, mas que nesta fase começam a ser vistos como uma alternativa. É claro que dada a percepção que existe, da dificuldade e morosidade dos processos de licenciamento no nosso país, uma premissa base é de que o projecto possua pelo menos um PIP aprovado para uso turístico.

Um elemento que é também importante salientar é a mais recente alteração ao regime dos Golden Visa, a qual veio dinamizar o interesse pelo desenvolvimento de produto turístico, sob a forma de Hotéis-Apartamento e Apartamentos Turísticos, por estes se enquadrarem neste regime. A possibilidade da venda destas chaves a investidores com interesse na obtenção de Golden Visa torna-os bastante apelativos por terem uma estratégia de saída à partida votada pelo sucesso; alguns projectos residenciais estão inclusive nesta fase a ser reavaliados, à luz destas alterações, de modo a poderem enquadrar-se neste “novo” regime.

Esta tendência revela-se importante dado poder vir a possibilitar uma diversificação da oferta de unidades de alojamento em Portugal. A oferta de unidades de self-catering é ainda pouco expressiva no nosso país, especialmente em meio urbano, e para além de dar resposta aos investidores apresentando-se como uma solução interessante, dá também resposta aos padrões internacionais da procura, onde se verifica uma procura crescente por este tipo de unidades. São unidades que podem ser utilizadas para estadias curtas, mas que dão também resposta a uma procura crescente por parte de pessoas em remote working o que lhes permite trabalhar de qualquer parte do mundo, mas que para isso necessitam de mais do que apenas um quarto de hotel. Expectavelmente esta tendência irá ter o seu impacto positivo na estada média a qual será tendencialmente mais elevada.

*Artigo escrito para a Publituris Hotelaria

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Head of Hotel Advisory JLL Portugal Lisbon, Portugal

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