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Investimento Hoteleiro: produtos e destinos de maior potencial

Num contexto de perspetiva continuada de crescimento do investimento hoteleiro a nível mundial, e na região EMEA em particular, importa analisar quais as principais características dos ativos e as localizações que mais interessam aos players do setor.

Junho 24, 2016
Investimento Hoteleiro: produtos e destinos de maior potencial

Num contexto de perspetiva continuada de crescimento do investimento hoteleiro a nível mundial, e na região EMEA em particular, importa analisar quais as principais características dos ativos e as localizações que mais interessam aos players do setor. Consolidação, single-asset transactions, e mercados secundários (algumas cidades do Reino Unido e Alemanha, Espanha, Itália e Portugal) são considerados os pilares do investimento hoteleiro para 2016.

Dadas as atuais condições de mercado e os crescentes níveis de exigência dos clientes, uma das principais oportunidades que existe nos dias de hoje no que ao investimento hoteleiro diz respeito, prende-se com a renovação de hotéis já existentes, dando não só resposta aos novos standards do turista dos nossos dias, mas contribuindo também para a qualificação da oferta. Contudo, não basta apenas renovar, especialmente quando nos referimos aos hotéis de lazer; verifica-se a necessidade de incorporar novos conceitos que lhes permitam diferenciar-se dos principais concorrentes.

Ativos com elevado potencial de reposicionamento através de renovação, e atribuição de uma marca, são o modelo de negócio que está a ser seguido pelos players, dado que se centram no real valor do ativo as is e no potencial de aportar valor, através de investimento em CAPEX e consequente reposicionamento. Em suma, preço atual do ativo e visão de futuro são os principais aspetos analisados.

O estabelecimento de contratos de gestão/arrendamento/franchising com marca hoteleira reconhecida internacionalmente representa oportunidade na redução da dependência das unidades de alojamento face a operadores turísticos, dando-lhes acesso a uma clientela direta (proveniente dos canais de distribuição das marcas), e desta forma melhorar a sua rentabilidade.

No que aos destinos diz respeito, os fatores críticos de sucesso a que devem dar resposta para se tornarem apelativos para investidores e operadores hoteleiros são: localização acessível (maioritariamente no que ao transporte aéreo diz respeito), envolvente natural e/ou cultural de destaque, oferta complementar de qualidade (restaurantes, bares, vida noturna, equipamentos culturais, espaços de diversão dedicados a crianças, entre outros) e bases que permitam oferecer ao cliente algo de novo, novas experiências.

Estão assim criadas as bases para por um lado contribuir para a requalificação da oferta em Portugal – algo que felizmente já se vem fazendo sentir nos últimos anos – especialmente em destinos maduros como seja Lisboa, Algarve e Madeira, e para a melhoria dos indicadores operacionais através de uma gestão mais profissional, possibilitando que desta forma se aproximem dos registados a nível Europeu.